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Aladilce endossa pedido da Federação Brasil da Esperança ao STF sobre quebra de sigilo de ACM Neto
Aladilce endossa pedido da Federação Brasil da Esperança ao STF sobre quebra de sigilo de ACM Neto
Por Redação
17/09/2026 às 14:47

"Os bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça negaram solicitação até da PF", criticou
Como o presidente do STF, ministro Edson Fachin, ordenou a publicidade integral da Operação Compliance Zero, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), na Bahia, formalizou petição diretamente à Corte solicitando a quebra do sigilo sobre o envolvimento do ex-prefeito ACM Neto (UB), candidato ao governo baiano. "É preciso abrir as cartas na mesa, porque estamos falando de um candidato a governador e os eleitores têm o direito de saber em quem estão votando para exercer com legitimidade seu poder de escolha. A própria PF pediu esses dados e os ministros bolsonaristas Nunes Marques e André Mendonça negaram. Quem não deve, não teme", provocou a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), de Salvador, lembrando que a suspeita é de pagamento em torno de R$200 milhões pelo Banco Master.
Segundo ela, o princípio da Justiça é a imparcialidade, tratamento igual para todos, o que não está acontecendo. O requerimento dos partidos pede acesso paritário e isonômico aos autos sigilosos relativos ao ex-prefeito da capital baiana, com o argumento de que a parcialidade do ministro André Mendonça, por meio de possível retardamento das providências no âmbito das investigações, interfere no pleito eleitoral baiano de 2026. O entrave, de acordo com a Federação, seria em relação a fatos envolvendo determinados grupos políticos, ao contrário da aceleração de procedimentos instaurados contra outros investigados.
O documento frisa que o presidente Edson Fachin "determinou a suspensão do sigilo, com o propósito de assegurar a regra geral da transparência processual e, ao mesmo tempo, de viabilizar apuração sobre eventual desequilíbrio na divulgação das informações, cujos efeitos recaem negativamente sobre os investigados e sobre toda a sociedade, submetida a vazamentos parciais".
E sustenta que,conforme reportagens sobre a operação, as investigações envolvem "montante superior a R$200 milhões em suposta propina, havendo, ainda, recebimento já admitido de valores em conta de empresa de consultoria de propriedade do candidato ACM Neto".
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